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Covid-19: A confirmada recessão do comércio global: os países e setores mais afetados e os perigos do protecionismo na estratégia de retoma económica

Lisboa, 03 de junho de maio de 2020 – A China (-€251 mil milhões), os Estados Unidos da América (-€224 mil milhões) e a Alemanha (-€218 mil milhões) estão no topo da lista dos países mais afetados pelo abrandamento do comércio mundial em 2020. De acordo com a Euler Hermes, acionista da COSEC – Companhia de Seguro de Créditos, em conjunto, estas economias vão perder cerca de €693 mil milhões em exportações em 2020.

O estudo “Global Trade Recession confirmed, watch out for the double-whammy blow due to protectionism”, recentemente lançado pelo grupo líder mundial em seguro de créditos, analisa ainda o impacto da desaceleração das trocas comerciais noutros países comerciais de Portugal. Estima-se que o cenário de abrandamento do comércio mundial impacte as exportações de Espanha e de França em -€89 mil milhões cada, as do Reino Unido em -€152 mil milhões e as de Itália em -€92 mil milhões.

De acordo com esta análise, no primeiro trimestre de 2020 assistiu-se à maior quebra do comércio global desde 2009 – uma contração de -4,3% em relação ao mesmo período de 2019. A tendência, estimam os economistas, deverá agravar-se no segundo trimestre do ano: só em abril a quebra deverá ser de -13% em relação ao período homólogo de 2019.

Preços acompanham quebra nas trocas comerciais
Este estudo mostra ainda que os valores globais do comércio de mercadorias registaram uma forte quebra em março (-3,6% em relação a fevereiro), o que empurrou o valor global do primeiro trimestre para uma quebra de -6,2%.

De acordo com os analistas, esta contração foi resultado do impacto da descida do preço do petróleo e da queda global dos preços das commodities, à medida a que, primeiro na China e depois na Europa, a procura estagnava e o dólar se valorizava significativamente. Os economistas antecipam que, para os exportadores, esta situação deverá agravar o choque da procura e pesar sobre as receitas. O estudo considera ainda que, até ao final do ano, o comércio global de bens e serviços não vai ultrapassar 90% do seu nível pré-crise, sobretudo devido à diminuição acentuada dos serviços de viagens e de transporte, que também terá uma recuperação mais lenta.

Os riscos do protecionismo
Os autores do estudo alertam para fatores que podem atrasar a retoma da atividade no segundo semestre deste ano, como a adoção de medidas protecionistas sobre produtos médicos, o ressurgimento da retórica do patriotismo económico e a reorientação de posições políticas. Os economistas afirmam que a história económica pode dar aos Estados uma ideia do que não deve ser feito: a Grande Depressão dos anos 30 do século XX foi provavelmente agravada pela adoção de medidas comerciais restritivas.

Saiba mais no comunicado »

Covid-19: A confirmada recessão do comércio global: os países e setores mais afetados e os perigos do protecionismo na estratégia de retoma económica

Lisboa, 03 de junho de maio de 2020 – A China (-€251 mil milhões), os Estados Unidos da América (-€224 mil milhões) e a Alemanha (-€218 mil milhões) estão no topo da lista dos países mais afetados pelo abrandamento do comércio mundial em 2020. De acordo com a Euler Hermes, acionista da COSEC – Companhia de Seguro de Créditos, em conjunto, estas economias vão perder cerca de €693 mil milhões em exportações em 2020.

O estudo “Global Trade Recession confirmed, watch out for the double-whammy blow due to protectionism”, recentemente lançado pelo grupo líder mundial em seguro de créditos, analisa ainda o impacto da desaceleração das trocas comerciais noutros países comerciais de Portugal. Estima-se que o cenário de abrandamento do comércio mundial impacte as exportações de Espanha e de França em -€89 mil milhões cada, as do Reino Unido em -€152 mil milhões e as de Itália em -€92 mil milhões.

De acordo com esta análise, no primeiro trimestre de 2020 assistiu-se à maior quebra do comércio global desde 2009 – uma contração de -4,3% em relação ao mesmo período de 2019. A tendência, estimam os economistas, deverá agravar-se no segundo trimestre do ano: só em abril a quebra deverá ser de -13% em relação ao período homólogo de 2019.

Preços acompanham quebra nas trocas comerciais
Este estudo mostra ainda que os valores globais do comércio de mercadorias registaram uma forte quebra em março (-3,6% em relação a fevereiro), o que empurrou o valor global do primeiro trimestre para uma quebra de -6,2%.

De acordo com os analistas, esta contração foi resultado do impacto da descida do preço do petróleo e da queda global dos preços das commodities, à medida a que, primeiro na China e depois na Europa, a procura estagnava e o dólar se valorizava significativamente. Os economistas antecipam que, para os exportadores, esta situação deverá agravar o choque da procura e pesar sobre as receitas. O estudo considera ainda que, até ao final do ano, o comércio global de bens e serviços não vai ultrapassar 90% do seu nível pré-crise, sobretudo devido à diminuição acentuada dos serviços de viagens e de transporte, que também terá uma recuperação mais lenta.

Os riscos do protecionismo
Os autores do estudo alertam para fatores que podem atrasar a retoma da atividade no segundo semestre deste ano, como a adoção de medidas protecionistas sobre produtos médicos, o ressurgimento da retórica do patriotismo económico e a reorientação de posições políticas. Os economistas afirmam que a história económica pode dar aos Estados uma ideia do que não deve ser feito: a Grande Depressão dos anos 30 do século XX foi provavelmente agravada pela adoção de medidas comerciais restritivas.

Saiba mais no comunicado »