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PIB pode recuar -8% este ano e economia só deve voltar ao normal em 2021

Lisboa, 12 de maio de 2020 - As medidas tomadas para conter a propagação do novo coronavírus poderão resultar numa recessão de -8% em 2020, estima a Euler Hermes, acionista da COSEC – Companhia de Seguro de Créditos, que antecipa ainda que a economia portuguesa só deverá regressar à normalidade em 2021, depois de existir no mercado uma vacina. No cenário mais otimista, no próximo ano o PIB pode crescer 9%.

De acordo com o cenário base elaborado pela líder mundial em seguro de créditos para a economia portuguesa, num quadro de recuperação em “U”, este ano o PIB deverá ficar nos -8% (face a uma média de -9,3% nos membros da Zona Euro) e deverá, em 2021, atingir os 9% (em linha com a média dos países da Zona Euro, de 9,3%). A inflação prevista para Portugal este ano neste cenário é de -0,2%, e de 1,5% para 2021.

“Portugal teve menos casos de infeção e menos mortes do que outros países europeus, mas também implementou medidas que vão pesar na atividade económica este ano. A par disso, a economia portuguesa depende muito do turismo (esta atividade vale entre 18 e 20% do PIB) e tem aumentado a sua integração no comércio mundial, tendo as exportações a representar 44% da riqueza produzida pelo país (contra 31% em 2010). Isto significa que Portugal sofrerá um impacto significativo da forte quebra no volume de trocas internacionais (-15% esperado este ano). Embora o comércio de mercadorias deva regressar progressivamente após o levantamento das medidas de contenção, o país será ainda mais impactado pela diminuição das viagens no longo prazo, que afetará as suas receitas turísticas.”, afirma Georges Dib, economista da Euler Hermes para a América Latina, Espanha e Portugal, e um dos autores do estudo.

A pior recessão económica desde a Segunda Guerra Mundial
De acordo com o estudo “Reopening the world: Beware of false steps”, recentemente publicado pela Euler Hermes, a economia mundial vai enfrentar a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, podendo o PIB atingir os -3,3% em 2020, equivalente a uma perda de mais de 8,3 biliões de euros, ou à soma do PIB da Alemanha e do Japão. O cenário, antecipam os economistas, será mais de duas vezes pior do que o da crise financeira global de 2009.

Sete fatores que podem levar a uma recuperação em forma de “L”
Apesar de o cenário base ser o de uma recuperação em “U”, os analistas da Euler Hermes alertam para a possibilidade de a retoma ser mais lenta, e de a crise se prolongar. Se for esse o caso, a contração da economia portuguesa pode situar-se nos -17% em 2020 e nos -3% em 2021. Nesse contexto, as estimativas de inflação são de -1% este ano e -0,1 em 2021.
O estudo elenca sete fatores que podem levar a uma recuperação em forma de “L”.

Saiba mais no comunicado »

PIB pode recuar -8% este ano e economia só deve voltar ao normal em 2021

Lisboa, 12 de maio de 2020 - As medidas tomadas para conter a propagação do novo coronavírus poderão resultar numa recessão de -8% em 2020, estima a Euler Hermes, acionista da COSEC – Companhia de Seguro de Créditos, que antecipa ainda que a economia portuguesa só deverá regressar à normalidade em 2021, depois de existir no mercado uma vacina. No cenário mais otimista, no próximo ano o PIB pode crescer 9%.

De acordo com o cenário base elaborado pela líder mundial em seguro de créditos para a economia portuguesa, num quadro de recuperação em “U”, este ano o PIB deverá ficar nos -8% (face a uma média de -9,3% nos membros da Zona Euro) e deverá, em 2021, atingir os 9% (em linha com a média dos países da Zona Euro, de 9,3%). A inflação prevista para Portugal este ano neste cenário é de -0,2%, e de 1,5% para 2021.

“Portugal teve menos casos de infeção e menos mortes do que outros países europeus, mas também implementou medidas que vão pesar na atividade económica este ano. A par disso, a economia portuguesa depende muito do turismo (esta atividade vale entre 18 e 20% do PIB) e tem aumentado a sua integração no comércio mundial, tendo as exportações a representar 44% da riqueza produzida pelo país (contra 31% em 2010). Isto significa que Portugal sofrerá um impacto significativo da forte quebra no volume de trocas internacionais (-15% esperado este ano). Embora o comércio de mercadorias deva regressar progressivamente após o levantamento das medidas de contenção, o país será ainda mais impactado pela diminuição das viagens no longo prazo, que afetará as suas receitas turísticas.”, afirma Georges Dib, economista da Euler Hermes para a América Latina, Espanha e Portugal, e um dos autores do estudo.

A pior recessão económica desde a Segunda Guerra Mundial
De acordo com o estudo “Reopening the world: Beware of false steps”, recentemente publicado pela Euler Hermes, a economia mundial vai enfrentar a pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, podendo o PIB atingir os -3,3% em 2020, equivalente a uma perda de mais de 8,3 biliões de euros, ou à soma do PIB da Alemanha e do Japão. O cenário, antecipam os economistas, será mais de duas vezes pior do que o da crise financeira global de 2009.

Sete fatores que podem levar a uma recuperação em forma de “L”
Apesar de o cenário base ser o de uma recuperação em “U”, os analistas da Euler Hermes alertam para a possibilidade de a retoma ser mais lenta, e de a crise se prolongar. Se for esse o caso, a contração da economia portuguesa pode situar-se nos -17% em 2020 e nos -3% em 2021. Nesse contexto, as estimativas de inflação são de -1% este ano e -0,1 em 2021.
O estudo elenca sete fatores que podem levar a uma recuperação em forma de “L”.

Saiba mais no comunicado »